País de governo sem vergonha

No Jornal Nacional Dilma diz que não sabe de nada,pois está tudo “criptografado”.O final disso como já nós acostumamos a aceitar inertes ,deve concluir que foi tudo elucubração,fantasia da imprensa ,do sujeito da delação e da elite branca.Pobre país!

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Brasil não precisa de Ministério do Futebol

Brasil não precisa de

Ministério do Futebol

O que o Brasil precisa é de um Ministério de Esportes que cuide do esporte na escola, do esporte como atividade física, do esporte para todos, e não de dinheiro público jogado num orgão preocupado com futebol como foi aventado recentemente. Isso seria um crime.

Em 2002 ao ser nomeado Ministro de Esportes por FHC tendo Lars Grael como Secretario Nacional, dei essa declaração à imprensa: ”não quero ser Ministro do Futebol”.

Um país há décadas sem políticas de Estado voltado para a prática da atividade física desde os primeiros bancos escolares, que ignora os seus 350 mil profissionais de educação física, que não promove o chamado Esporte para Todos, que não dispõe de Centros de Referência e Excelência Esportiva regionais, que não cria um banco de talentos e que teve nos últimos anos um Ministério de Esportes voltado mais para o futebol não pode se atrever a querer ser uma nação sadia e potência esportiva.

Nessa Copa, acabamos de tomar uma surra inesquecível nos campos. E eis que vejo nosso governo com tantas prioridades de país dar declarações oportunistas querendo propor intervenção na CBF e gerir assuntos do futebol.Só faltava essa.Chega de “país do futebol,”pátria de chuteiras”,Brasil país do Futebol”.

Vamos trabalhar o esporte como questão de estado, com políticas públicas corretas, sepultando esses modelos viciados e arcaicos que só assim ,em seguida ,virão os resultados.

Depois da vergonha da nossa seleção na Copa, não tenho também expectativas de grandes performances em medalhas nossas nos Jogos Olímpicos de 2016. Só espero que a exemplo da Copa possamos ter uma organização que não comprometa nossa imagem no exterior.

Segundo editorial de 2012 do jornal O Estado de S.Paulo foram gastos R$ 331 milhões para financiar a preparação dos atletas brasileiros que foram a Londres. O editorial diz que somados os recursos publicos a conta chega perto de R$2 bilhões.Exageros possíveis à parte,os gastos resultaram em exatas 17 medalhas conquistadas pelos nossos heróis.Ou seja R$19 milhões o custo de cada medalha .Mais importante que essa conta banal, é o fato de que esses recursos se perdem por conta do imediatismo e pela falta de se pensar em longo prazo. Além disso, o foco dos políticos e dirigentes do COB está errado em se pautar apenas por medalhas sem olhar para a questão estrutural do esporte brasileiro.

Com uma população perto de 200 milhões de brasileiros vivemos até aqui só de medalhas conquistadas por heróis esporádicos como Ademar Ferreira da Silva, João do Pulo, Joaquim Cruz, Gustavo Borges, Daiane dos Santos, Robert Scheidt, Cesar Cielo, Magic Paula, Torben e Lars Grael, Arthur Zanetti, Sarah Menezes e as de nosso vôlei por enquanto ainda dourado.

Vôlei, aliás, que é e tem sido exemplo, por conta de um trabalho planejado que se iniciou ainda no final dos anos 70 e que teve na figura extraordinária do grande Luciano do Valle que nos deixou,seu incentivador maior.
Nessa época surgem campanhas inovadoras como o “Adote um Atleta”, “Sport for All’,” Um Ginásio em cada Salão de Festas” e ”Roda Viva do Esporte” das quais participei.

Com o “Adote um Atleta” em 1976 surge em São Paulo o primeiro Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa. De lá despontaram Willian, Montanaro, Amauri, Ivonete, Ricardo Prado, Oscar, Hortência, Magic Paula, Miguel de Oliveira, Chiquinho de Jesus e dezenas de outros.

Luciano do Valle que neste ano infelizmente nos deixou, foi o único jornalista brasileiro que, embora já fosse consagrado como o maior locutor de TV de nosso futebol muito trabalhou e realizou pelo nosso esporte amador. Vôlei,basquete,boxe,atletismo,hóquei sobre patins no Brasil devem muito a ele.

O fato é que nossos governos abandonaram o caminho de se investir em futuras gerações, na prática da atividade física, e na valorização do profissional de educação física.

Não se faz uma nação de atletas campeões com a ausência de políticas de Estado para o esporte que temos hoje no país. Vamos estar sempre nos enganando e vivendo do ufanismo de alguns dirigentes e jornalistas. A Grã-Bretanha saiu de um 36º lugar no quadro de medalhas olímpicas de Atlanta em 1996 para um 3º em Pequim e em Londres. quando conquistou 65 medalhas. Não foi por um acaso, nem por um passe de mágica. O Brasil em Atlanta ficou em 25º lugar com 15 medalhas apenas duas a menos das conquistadas agora. A nossa melhor colocação na história foi em 2004 em Atenas quando. ficamos em 16º lugar. E não posso deixar de assinalar que o esporte que deu mais medalhas e orgulho ao Brasil na história das Olimpíadas foi a Vela que convenhamos não é esporte de massa… Algo está errado. Ou muito errado.

Missão do governo não é dar mais dinheiro às Confederaçōes ou para os eventos, mas fazer com que Esporte seja considerado Política de Estado e que a cultura do esporte amador e da atividade física esteja presente na mente dos brasileiros.

Esporte é agenda estratégica para Presidente da República, Ministros da Educação, Saúde e das Cidades, Governadores, Prefeitos…

Somente o abraço a macro políticas estruturais fará com que o jorrar de dinheiro público no esporte de alto rendimento deixe de ser questionado diante da certeza de que o trabalho vai ser bem sucedido.

Fui Ministro de Esportes e Turismo de 2001 a 2003 tendo a figura ímpar de Lars Grael como Secretário Nacional de Políticas de Esporte. Estávamos no caminho certo: Esporte na Escola; Olimpíadas Escolares; Valorização do Profissional de Educação Física; Massificação do Esporte e da Atividade Física; Esporte para Todos; Esporte Paraolímpico; Centros Regionais de Talentos Esportivos; Banco Nacional de Talentos; Valorização e apoio aos Clubes que investem em formação; Conselho Nacional de Atletas; Intercambio com Treinadores Internacionais de Ponta; Centro Olímpico Nacional de Excelência no Esporte…

Mas como em qualquer governo, infelizmente a transição vem junto com a descontinuidade administrativa. E o futebol, com a escolha da Copa no Brasil, virou agenda quase única do Ministério do Esporte cabendo ao COB cuidar sozinho do esporte no conhecido modelo a ser das Confederações Esportivas. E vieram os Jogos Pan-americanos, as Olimpíadas de Londres e o que podemos esperar de diferente em 2016? Está na hora de se pensar já em 2020. Nosso papel no futebol em 2014 mostra como estamos atrasados.

Estou convencido de que nas estruturas governamentais o Esporte deve estar alocado na área da Educação. Não quero exaltar modelos de uma época de triste lembrança, mas o fato é que quando existia o Departamento de Educação Física e Esportes-DED no antigo Ministério de Educação e Cultura, pensava-se no Esporte para Todos e ,mais do que isso, na boa utilização das ferramentas estratégicas do setor – no caso as escolas e os professores de Educação Física. Um novo modelo eficiente e moderno poderia ser pensado pela presidenta Dilma, como por exemplo, uma Agencia Nacional de Desenvolvimento do Esporte e da Atividade Física. Com profissionais do ramo trabalhando nela com contrato de gestão, compromissos e metas.

Triste para um país do tamanho do Brasil ter um número de poucas medalhas resultante mais dos esforços e dos talentos pessoais de alguns atletas que nos dão alegrias, do que de políticas consistentes de esporte. E a culpa disso repito é das três esferas de Governo que não assumem o setor como questão de Estado, e também em grande parte da mídia que tem a maior parte de seus espaços reservadas ao futebol e muito pouco aos esportes olímpicos. O esporte de alto rendimento merece sim recursos e atenção, mas antes tem todo um caminho a ser estrategicamente trabalhado e é preciso investir na mudança de culturas.

Cito também o Ministério da Saúde que fala que somos um povo que não pratica atividade física e dos males que essa realidade traz no campo também da saúde dos brasileiros.

A conquista de medalhas olímpicas sem dúvida enche de orgulho qualquer nação e seu povo e vira tema da imprensa a cada Olimpiada, onde as análises óbvias se repetem

Mas para um país como o nosso,ainda dopado pelo tema futebol, o primeiro e fundamental passo é abraçarmos a tese de que mais importante que a conquista de uma medalha olímpica é criarmos cenários amplos que possibilitem o direito e despertem o interesse de qualquer criança brasileira praticar atividade física e um esporte.

A medalha olímpica será consequência futura. Foi o que disse Sebastian Coe na cerimônia de encerramento dos Jogos Olimpicos de Londres: ”o grande legado desses jogos é sabermos que toda uma geração de jovens vai abraçar e se interessar pela prática de um esporte olímpico” :

Daí a necessidade de também trabalharmos para formarmos uma geração sadia, que vai gerar filhos sadios. É o primeiro dos passos! Que por miopia e visão só de curto prazo, deixamos de lado.

Nada contra a paixão pelo futebol que também me seduz e me leva aos estádios para torcer,sofrer e sorrir pelo meu tricolor,Mas não é assunto de estado ou de governo por mais incompetência que encontremos no setor.

Governo tem que cuidar de outras prioridades num país ainda com tantas carências como o nosso.Uma delas é o esporte onde futebol não tem espaço.

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Bandeiras a desfraldar

Li muito,com razão e sem paixão ,muito do que se escreveu sobre a nossa derrota vergonhosa para a Alemanha.A derrota foi tão marcante que o choro de muitos se transformou em aplausos justos aos adversários.

Faz parte e vamos em frente.Muitos desses jovens poderão em 2018 nos dar alegrias.

O que não engulo mais,é essa histeria irresponsável de “Brasil país do futebol “,”pátria de chuteiras”…num país que precisa de bandeiras maiores e de geraçoes menos dopadas com esses temas.

Lembro-me dos “90 milhoes em ação “e de Médici com radinho de pilha no ouvido e a mídia reverberando para a pátria distraída.

Mudaram as ferramentas e a tecnologia ,mas essa questionável euforia pré fabricada vem nos cegando de há muito.Nada contra alegria ,mas contra os exageros que pouco contróem para a formação de um povo.

O resultado é que ficamos para trás.Temos grandes escolas e grandes talentos hoje em todo o mundo.

A copa em si ,os jogos,as torcidas,o compartilhamento com o mundo foram positivos.

Ótimo.

Mas nosso time era fraco e deu no que deu.

Justo exaltar a grandeza ética e as declarações respeitosas dos jogadores alemães para conosco. Relembrar a forma alegre e sem frescuras com que se divertiram e ajudaram comunidades da Bahia onde ficaram.Aplaudir a elegancia do time alemão na vitória.

Se estivessemos ganhando de 7 a 0 chapéu,caneta,firulas…palhaçadas a tripudiar.

Deram uma lição a todos nós.

Temos muito a aprender e está mais do que na hora deixar de lado essa historia de país do futebol.Claro sem deixarmos de nos divertir,torcer e gritar por nossos times do coração.Mas temos bandeiras muito mais urgentes a desfraldar em nome de um país melhor para nossos filhos.

Enviada do meu iPhone

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Enfim uma matéria séria e correta sobre a sacanagem feita com o Estádio do Morumbi

Finalmente uma matéria de Paulo Favero e Almir Leite no Estadão de hoje restabelece a verdade dos fatos sobre a sacanagem que Fifa,Ricardo,Jerome e …fizeram com o Morumbi na Copa. Nada contra o Corinthians ter seu estádio. Mais do que justo. Não sendo no Morumbi só poderia mesmo ser num estádio particular.Enquanto estive no processo combati com tudo,inclusive em editoriais ,o uso de dinheiro público .O Morumbi era o óbvio ainda que optássemos ,como cheguei a sugerir,por não termos a abertura aqui e apenas jogos e semifinais.A conta aí mostrava que fechava e o dinheiro do contribuinte seria poupado.Mas interesses ocultos que captava mostravam claramente que queriam o contrario .Obras e obras…No dia seguinte aos seis jogos por cidade sede,dívidas para os que cairam no conto da Fifa  e boas risadas dela e dos que lucraram. Como teria que ser num estádio com mais de 60 mil ( exigencia para abrir a Copa) não poderia ser no Estádio do Palmeiras corretamente bem projetado para cerca de 45 mil. O que jamais poderia acontecer seria construir um outro estádio publico ( com Pacaembu de vez micado) a ser construido em Pirituba como chegou a ser trabalhado.Meno male a aventura do  Itaquerão,apoiado pelo Governo Federal,Estado e Prefeitura  para agradar FIFA e CBF depois que Serra sai do governo estadual. O fato é que a forma como o Morumbi foi descartado,independentemente da briga Juvenal x Ricardo Teixeira,deixa claro que os interesses excusos e os bastidores disso, são de fazer corar e enojar quem abraça o ético e o moral! Mas isso é passado… num país que tem muita gente se divorciando desses valores ultimamente.

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Filed under Arte1, Copa 2014, Esporte, Notícias Gerais, Política, Política Nacional de Esporte, Textos Caio

Isso aqui ô,ô…

Petrobrás,Petrus,Lavogen,Bndes,IPEA,IBGE,aeroportos,portos,PAC empacado,rodovia transnordestina,transposição do Rio São Francisco,apagões,drogas,armas,22.000 partidarios em cargos comissionados,blogueiros eficientes e bem pagos para defender o indefensável… Exemplos de gestão competente nunca dantes visto nesse país! Pobre Brasil!

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Bom texto de Lucas Foster em O Blog

O BLOG

Criatividade transformadora

Lucas Foster23/04/14 14:58 BRT

Neste início de século 21, a criatividade tornou-se matéria-prima fundamental para a transformação da realidade econômica e social de diversos países. O novo papel estratégico da criatividade trará implicações profundas para o desenvolvimento sustentável em um ambiente cada vez mais instável do ponto de vista político e ambiental.

Para os países desenvolvidos, o potencial criativo já é uma vantagem para melhorar a competitividade de setores tradicionais da economia, gerando inovação e ampliando os fluxos de exportações comerciais. Em termos gerais, a quantidade e a qualidade do “capital humano” de um país definirá os parâmetros para o sucesso no século 21. E a criatividade é reconhecida, cada vez mais, como um ativo estratégico dentro deste cenário.

Em uma economia global com rápidas transformações, enquanto a criatividade atinge um novo status de relevância no processo de produção de bens e serviços, alguns setores da economia utilizam a criatividade de forma intensiva e com um grau particularmente elevado de especificidade profissional. Esse conjunto de setores é chamado de Economia Criativa.

A Economia Criativa é, segundo o Ministério da Cultura, o conjunto de setores cujo ciclo de criação, produção, distribuição e consumo de bens ou serviços têm como processo principal uma atividade criativa capaz de gerar a dimensão simbólica determinante para seu valor, resultando em geração de riqueza cultural, econômica e social.

De acordo com o Banco Mundial, estima-se que os setores da Economia Criativa são responsáveis por mais de 7% do produto interno bruto mundial e deverão crescer em média 10% ao ano. Alguns desses setores já lideram a economia de alguns países da OCDE, com taxas de crescimento entre 5% e 20%. No Reino Unido, por exemplo, os setores da Economia Criativa já representam receitas em torno de US$ 190 bilhões e mais de 1,32 milhão de empregos, de acordo com o governo britânico.

Diversos outros países desenvolvidos como Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Suécia, também têm sido bem sucedidos em explorar sua posição nestes setores e estão cada vez mais interessados em utilizá-los como porta de entrada para uma nova economia baseada na informação, na inovação e na sustentabilidade.

A Economia Criativa já contribui para a expansão da geração de emprego em alguns países desenvolvidos, mas o seu maior potencial de transformação está nos países em desenvolvimento. Há uma necessidade urgente, portanto, de modernizar os setores e fortalecer as capacidades locais, a fim de aumentar sua contribuição para a a geração de renda e, consequentemente, para a redução das desigualdades.

De acordo com os estudos realizados pela UNCTAD e mais recentemente pela UNESCO, o potencial dos setores da Economia Criativa nos países em desenvolvimento é enorme. A criatividade está profundamente enraizada no contexto cultural de cada país. Afinal, é evidente a excelência em expressão artística e abundância de talento criativo nos mais diversos países.

Com dedicação eficaz, essas fontes de criatividade podem abrir novas oportunidades para os países em desenvolvimento e aumentar suas participações no comércio mundial em novas área de criação como o design, a moda ou a produção de conteúdo audiovisual.

Esse países terão o desafio de criar políticas para a valorização da Economia Criativa, reconhecendo a importância de seus ativos intangíveis, processos de licenciamento, princípios empresariais e de gestão, formas de regulação e significativa dedicação à propriedade intelectual. Isso exigirá um tipo estratégico de pensamento sobre as políticas públicas, em nível nacional e internacional, associado muitas vezes, inclusive, com as políticas industriais mais tradicionais.

Recentemente, o Brasil reconheceu o valor da Economia Criativa para o desenvolvimento econômico sustentável e criou, a partir da Secretaria de Economia Criativa, no âmbito do Ministério da Cultura, o Plano de Políticas, Diretrizes e Ações para o desenvolvimento da Economia Criativa com o intuito de garantir à criatividade brasileira o seu merecido valor e todo o seu potencial transformador.

E você, já está preparado para usar sua criatividade a favor da transformação e impactar positivamente a sociedade?

Enviada do meu iPad

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Legado,palavra ao vento.

Faltando 3 meses para Copa, nem metade do ‘legado’ foi entregue ao País
UOL Copa do Mundo 2014 – 11/03/2014 -
http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/03/11/faltando-3-meses-para-copa-nem-metade-do-legado-foi-entregue-diz-tcu.htm

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